terça-feira, 4 de março de 2008

As coisas nao acontecem por acaso..


"consegues perdoar-me?


num mundo que eu raramente compreendo,existem ventos de destino que sopram quando menos esperamos. Por vezes sopram com a violência de um furacão, outras vezes mal o sentimos no rosto. Mas os ventos não podem ser negados,trazendo como muitas vezes trazem um futuro impossivel de ignorar. Tu,minha querida, és o vento que eu não antecipei, a rajada que soprou com mais força do que eu alguma vez imaginara possivel. Tu és o meu destino.


Eu fiz mal,muito mal, ao ignorar o que era obvio, e peço que me perdoes. Como um viajante cuidadoso, tentei proteger-me do vento e perdi a alma em troca. Fui estupido ao ignorar o meu destino, mas até os estúpidos têm sentimentos, e acabei por perceber que tu és a coisa mais importante que tenho neste mundo. Eu sei que não sou perfeito. Cometi mais erros nos últimos meses do que alguns cometem numa vida inteira. Fiz mal ao agir da maneira como agi quando encontrei as cartas, tal como fiz mal ao esconder a verdade sobre aquilo que estava a acontecer comigo em relação ao meu passado. Quando corri atrás de ti na estrada e também quando te vi partir no aeroporto, soube que devia ter-me esforçado mais para te deter.Mas mais do que tudo,fiz mal ao negar o que era obvio no meu coração:que não sou capaz de continuar a viver sem ti. Tinhas razao em relação a tudo.(...) Perdi a beleza de um nascer do sol que estava para vir,o encanto da antecipação que faz a vida valer a pena.Agora porém,com os meus olhos postos no futuro,vejo o teu rosto e oiço a tua voz,certo de que esse é o caminho que devo seguir.(...) Durante os primeiros dias depois de teres partido,quis acreditar que poderia continuar a viver como sempre tinha vivido até então.Mas não posso.(...) Sabia no meu coração que a vida nunca mais seria a mesma.Queria-te de volta,mais do que imaginaria possivel,e no entanto,sempre que te evocava,ouvia as tuas palavras na nossa última conversa.(..) Estes pensamentos continuaram a perturbar-me até ontem ao fim da noite,quando a resposta finalmente veio ter comigo.Espero que depois de ta contar,ela seja tão importante para ti como foi para mim.


No meu sonho,vi-me na praia com Catherine,no mesmo sitio onde te levei depois do nosso almoço no Hank's.Estava-se bem ao sol,os raios reflectindo,brilhantes na areia.À medida que caminhávamos ao lado um do outro,ela escutava com atenção enquanto eu lhe falava de ti,de nós,dos momentos maravilhosos que partilhávamos.Finalmente,depois de alguma hesitação,admiti que te amava mas que me sentia culpado por causa disso.Ela não disse nada imediatamente mas continuou simplesmente a andar até que por fim voltou-se para mim e perguntou-me:-Porquê?


-Por causa de ti.


Ao ouvir a minha resposta,ela sorriu para mim divertida e pacientemente,como costumava fazer antes de morrer. -Oh Garrett - disse ela por fim,tocando-me ternamente no rosto -, quem é que pensas que lhe levou a garrafa?


Quando finalmente me recompus,sabia o que tinha de fazer.Com a mão a tremer,escrevi duas cartas:aquela que tens na tua mão neste momento,e uma para Catherine,na qual eu finalmente digo o meu adeus. Oh,Theresa,lamento muito,mas mesmo muito ter-te alguma vez magoado. Theresa,eu amo-te e amar-te-ei sempre.Estou cansado de estar sozinho.Vejo as crianças a chorar e a rir enquanto brincam na areia,e percebo que quero ter filhos contigo. (...) Mudar-me-ei para Boston se me pedires,porque não posso continuar desta maneira.Fico doente e triste sem ti.Sentado aqui na cozinha,rezo para que me deixes voltar para ti,desta vez para sempre."




By:"As palavras que nunca te direi!"

2 comentários:

deviousmind disse...

É dos livros mais bonitos, mas mais tristes que já li...

beijinhoooo

Unknown disse...

rooooooooo...e tu? consegues perdoar me?